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Ser
Professor
Ser ou estar, eis a
questão.
Penso, julgo, e às vezes
não compreendo
Se já fui ou estou sendo.
Mestre, formador, agente
ou mediador.
A verdade, é que me
chamam: professor.
Procurar entender a si
mesmo é tarefa complicada.
Alguém, há muito, já havia
dito
E isto é verdade, e não é
mito.
Empreendi-me, então, a ler
e procurar sintagmas que
pudessem clarear
As minhas idéias tão
conflitantes sobre “ser
professor”.
Um desafio, uma
responsabilidade,
Em meios às pressões e
opressões da sociedade.
Compromisso com a
coerência
Com prática e competência,
Em busca de evolução e
mudança.
Continua com a firme
confiança
De que que é preciso ter
viturdes, dar exemplos,
Para depois promover a
interação.
Sinto que, na realidade, o
professor é um agente,
Que deve ter olhos
voltados para o futuro
E para as suas ações no
presente.
Em suas vivências diárias
vai incorporando
diferenças,
Transformando o seu “eu”
individual
Em coletivo e real.
Ser professor,
Ser humano com esperança,
emoção,
Consciência, presença,
equilíbrio, doação.
Clareza de seus limites,
habilidades,
E também da sua pouca
valorização.
Mesmo com forças
interferentes que
incorporam o personagem, o
ator,
Faço o que gosto, o que
sei fazer,
Eu sou o que eu faço,
Eu estou professor!
Profa. Adelaide Hagemann
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